sexta-feira, 25 de maio de 2018

Assessor de Comunicação: o novo perfil profissional


Faz parte das rodas de conversa dentro e fora da faculdade que a profissão de jornalista é uma das mais abrangentes. Afinal, o jornalista tem que ser um pouco de tudo: criativo, bom leitor, deve gostar de aprender, de conviver com várias pessoas diferentes e, principalmente, se manter curioso (a) e interessado(a), no sentido de não ficar parado(a) e se torna o profissional “coringa”. É justamente neste ponto que a jornalista graduada pela UFBA, Cíntia Melo, 47 anos, faz considerações sobre o novo perfil do profissional de comunicação.

Cíntia Melo, 47 anos, jornalista

“O mercado hoje requer um profissional não só voltado para a área de jornalismo, com o domínio da escrita. É preciso dominar os conteúdos não só sobre cultura, mas sobre política, economia. Está antenado em tudo. Mas se requer também do profissional o entendimento de outras habilitações, um pouco de produção e edição de vídeo. Entender de mídias sociais, por que toda empresa hoje em dia seja pública ou privada ela precisa delas. É preciso também entender sobre como fazer um evento, de como fazer um plano de comunicação, e até um roteiro de cerimonial. Até por que antes era tudo separado: o convite, o banner e o folder eram trabalho do publicitário e o cerimonial do relações públicas. Hoje não, o professional tem que saber ao menos gerir todas essas facetas de uma assessoria de comunicação. A amplitude de conhecimento hoje que se requer de um assessor de comunicação é muito maior do que era exigida há 20 anos. Há 20 anos não se chamava nem de assessor de comunicação, era assessor de imprensa. Praticamente esse profissional redigia release e enviava para os jornais, ligava para os jornalistas e editores pedindo ou sugerindo que fosse publicado: o papel do que é chamado mídia espontânea ou mídia gratuita. Hoje isso ainda existe, mas é muito mais que isso, é um arcabouço de ações que requere muito mais preparo de quem está começando.”


Especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, Cíntia, chefia a assessoria de comunicação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária da Bahia) há 14 anos e explica sobre o papel das mídias sociais e de que forma elas influenciam no trabalho de um assessor. “O perfil do meu público é o perfil de pessoas de baixa renda e a maior parte de escolaridade limitada. Então, eu tenho de escrever para o entendimento deles. Assim, a página do facebook se torna uma porta de comunicação com esse público. O profissional deve fazer uma comunicação dirigida, que é o caso da fanpage, pois ela foi pensada para assentados da reforma agrária. É claro que tem pessoas que não são assentados, mas ainda assim tem relações com atividades ligadas à terra. Ele ou ela pode ser um militante, pode trabalhar com licenciamento ambiental ou pode ter outros interesses que tangenciam aqueles abordados na página Cíntia comenta ainda sobre os desafios diários da profissão.


“Trabalhar com assessoria não é só trabalhar com o público externo. É preciso diferenciar o público geral do seu público alvo do público interno. O profissional precisa se esforçar para escrever e se alinhar à forma de entendimento ou para as necessidades de informação de cada público. Por isso, é importante também conhecer sobre relações públicas, pois é isso que vai te mostrar a diferença de públicos e as diferentes necessidades de cada um. Para mim cada vez mais é fazer essa comunicação dirigida e pensada para grupos específicos: o público da reforma agrária, quilombola e proprietários rurais. É fazer um tipo de comunicação segmentada, mas para isso é preciso pessoas para a criação de conteúdos, e a estrutura e recursos financeiros.”


quinta-feira, 10 de maio de 2018

O que se espera do novo profissional de direito

Estudar Direito não é tarefa fácil.
É importante, desde logo, ter a consciência de que a faculdade fornece elementos mínimos ao exercício profissional, mas não ao sucesso.

Ao decidir cursar a faculdade de direito é preciso ser apaixonado pela profissão e estar disposto a enfrentar muitos desafios pois que não façam somente pela grana que ele possa oferecer, mas acima de tudo pela possibilidade de tornarmos o mundo mais justo e as relações pessoais menos conflitantes.

Entrevistei a formanda de Direito pela faculdade Dom Pedro II, Daniela Alcantara, de 27 anos. 

Daniela que está cursando o decimo periodo enfatizou que:

" Eu escolhi cursar direito por ter uma variedade de cargos de concursos públicos e para poder defender os direitos das pessoas. Atualmente o mercado de trabalho não esta facil para ninguém, porém, o que faz real diferença é se manter sempre atualizado, buscando e aprendendo no dia-a-dia, ouvindo os mais experientes.É preciso destacar-se ter conhecimento técnico, se manter atualizado, pensar positivo, motivação em tudo que fizer. Ser comunicativo também é tão importante quanto  ter uma  boa argumentação. Ser questionador e nunca desistir de seus sonhos."

FALA POVO: "QUAL BRASIL VOCÊ QUER PARA O FUTURO?"


“Eu espero um pais com menos hipocrisia, menos feminicídio, menos racismo, com maquiagens mais baratas e principalmente menos impostos, e que os que tiverem sejam mais bem empregados, na saúde, educação e na segurança. Espero também uma eleição limpa, sem Bolsonaro ou Lula, do jeito que está acho melhor devolver para os índios.”
- Natália Marques, 19 anos, Curso de Estética, Maquiadora.


Nadson (Esquerda) Gilson (Direita)
“Sobre o futuro do Brasil, eu estou sem expectativa, não consigo enxergar grandes mudanças, com as eleições em 2018, espero que mude para melhor, com mais saúde, mais vagas de emprego, e apesar de não ter um candidato em mente, espero que ganhe o melhor.”

- Nadson de Jesus, 27 anos, Serviço gerais da UNIRB.


João Carneiro
 “Espero um futuro de fogo, guerra. Não tenho nenhuma expectativa para as eleições de 2018, provavelmente o meu candidato será preso, caso isso aconteça, votarei nulo. Caso ele concorra e ganhe, espero um Brasil de cana de açúcar e café, de mudança radical, que o pobre volte novamente a ser valorizado.”
- João Carneiro, 50 anos, Comerciante.


“Um Brasil com mais segurança, educação, e tentativa de igualdade entre os menos providos de certas coisas que um ser humano precisa pra viver, uma vida digna, digamos assim. Para o futuro, que o pessoal que estava falando duas vezes tenha consciência das coisas e não queira culpa quem eles colocaram no poder.”
-Eddy Carlos, 23 anos, Coordenador de equipes.


Postado por: Elias Pereira e Dahiele Alcântara 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Qual o novo perfil do profissional de Pedagogia?


O foco do curso de pedagogia, em geral, é a primeira infância – estudar o desenvolvimento das crianças, a alfabetização delas e os conhecimentos que devem ser ensinados nessa faixa etária.
        O curso de pedagogia sofreu uma mudança nas diretrizes curriculares em maio de 2006, na Resolução nº1, do Conselho Nacional de Educação. Antes disso, o aluno escolhia, durante a graduação, uma habilitação específica – ou seja, uma área da pedagogia em que se aprofundaria como educação especial ou administração escolar. A partir dessa modificação de 2006 deixou de existir a habilitação e o curso passou a ser mais generalista. Diante de alguns percalços o que pensa o novo profissional da Pedagogia que em breve será inserido no mercado de trabalho? A estudante de Pedagogia Deise Lopes exterioriza sua opinião:

“O perfil do profissional de pedagogia sempre foi aquele que ajuda a conduzir o ensino, encarregado também de propiciar formação intelectual e cultural, porém com tantas modificações no nosso país o novo perfil para o futuro do profissional da área de pedagogia é um perfil mais articulador, participativo e criativo cada vez mais fundamentado nas aspirações e nos impasses do nosso cotidiano que venham a surgir. Atualmente o profissional formado em pedagogia é privilegiado e possui um leque de possibilidades de atuação, tanto em processo pedagógico como educativo, em ambientes escolares ou não, pois nosso maior objetivo para o futuro está pautado no desenvolvimento da formação humana. Aprendi com Morin (2001), que nós pedagogos somos preparados para atuar a favor de um pleno desenvolvimento do ser humano, considerando diferentes culturas e formas de aprender, nos preocupando com a formação de forma integral, intelectual e emocional. Vivemos em uma sociedade, ou melhor, dizendo em um mundo repleto de descobertas e mudanças que ocorrem de uma maneira tão radical que mal nos damos conta de tudo que acontece. Isso ocorre no mundo da tecnologia, da cultura, do esporte, do turismo e com certeza no mundo mágico da educação, logo em resumo estamos distantes de uma sociedade genuinamente pedagógica, independente de nossa escolha de atuação, a paixão por educar e o lecionar é o combustível que move todos os pedagogos para o futuro.

                                                            Estudante de Pedagogia Deise Moura Lopes, 28 anos

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Qual o novo perfil do profissional da área do Direito?

Qual o novo perfil do profissional da área do Direito?

Entrevistada: Dª Andrea Jesus

Resposta:
São profissionais que buscam mais negociações amigáveis, buscando assim mais rapidez nas soluções dos conflitos, sem prejuízo para as partes. São dinâmicos, visando sempre a verdade dos fatos, respeitando as limitações e diferenças de todos os cidadãos. São profissionais que procuram a cada dia maior aperfeiçoamento e capacitação nas áreas em que atuam, para alcançarem melhor os resultados que almejam. O profissional de Direito da atualidade carrega dentro de si o princípio da ética e transparência, pois sabem que, apenas com essas qualidades, que na verdade não são qualidades, são obrigações de todo e qualquer profissional, podem e com certeza alcançam seus objetivos. O advogado(a), profissional que também compõe a área do Direito, se torna o mediador de algum conflito em questão. Por isso, deve procurar ao máximo de conhecimento da questão que está envolvido, para assim ter em suas mãos as ferramentas necessárias de como encontrar o melhor caminho para a solução do problema. Tudo isso com muito empenho, dedicação e profissionalismo.


Qual novo perfil do profissional da área de Odontologia?


Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, o graduando é direcionado a ser o mais aplicado e responsável possível, fazendo o máximo para se destacar, e na Odontologia não é diferente. A atenção aos pacientes já começa na faculdade. 

"O atendimento na faculdade é gratuito, e somos orientados a atendê-los buscando uma aproximação e criando um vínculo, assim por muitas vezes, se torna uma relação de amizade, etc. Os professores sempre cobram da gente respeito pelo paciente, como não demorar para chamá-los, não nos atrasarmos e tentar solucionar sempre os problemas que mais incomodam o paciente, em relação a saúde bucal."


O profissional de Odontologia era instruído a apenas tratar as doenças, sem antes tratar o fator de extrema importância, que seria a mudança de hábitos. Quando um paciente possuía cárie, o profissional cuidava da cárie quando já tinha a lesão, quando já tinha se instalado, mas não tratava os fatores que fizeram chegar naquela contusão. Então, atualmente, o profissional é doutrinado a isso, a tratar da prevenção. A diferença do antigo profissional para o atual, é que existe um cuidado maior com a prevenção, sobre os fatores influenciados naquela doença, não só tratar da cárie já instalada. É necessário estudar o paciente como um todo, ter uma visão integrada em relação à sua saúde, apurar quais são os fatores internos e externos que podem ocasionar qualquer tipo de complicação à saúde bucal.

Renato Xavier, 21 anos, estudante de Odontologia




Uma nova forma de se fazer Jornalismo

Apostando no Jornalismo Digital


O mercado de trabalho vem sofrendo grandes mudanças, principalmente para aqueles que trabalham na área de comunicação. Os profissionais tem buscado novas experiências e novos meios de se manter atualizado na profissão. A internet tem desempenhado um papel importante em relação a instantaneidade com que as notícias são divulgadas nas redes sociais.

Camila Sousa, estudante de Jornalismo do 8° semestre, acredita que com o avanço das tecnologias tem sido muito mais fácil divulgar conteúdos, além de ampliar o mercado de trabalho: “Eu estou pensando junto com as minhas amigas, criar um blog sobre cultura e arte e investir no conteúdo online.”

Assim como Camila, outros profissionais tem apostado no Jornalismo Digital como forma de se tornar um profissional livre, sem vínculos com os grandes meios de comunicação como: TV, rádio e jornal impresso. Esse novo modelo de Jornalismo, tem crescido bastante e alcançado credibilidade e confiança por parte do público.

Camila se sente confiante para entrar no mercado de trabalho: “Eu tenho acompanhado através da internet, alguns sites, blogs e até mesmo nas redes sociais, alguns conteúdos bem interessantes na área que eu quero seguir e acho que tem espaço para todo mundo. Um exemplo é Portal Soteropreta, desenvolvido por uma jornalista com foco na cultura e na arte baiana.

Postado por: Luane Miranda, Raiana Oliveira e Vanessa Ferreira

             Qual o novo perfil do profissional da área confeitaria?  

                                          Jessica Santana , 29 anos, Confeiteira.


A globalização de fato veio como forma de estabelecer uma remodelação na prestação dos serviços, e não foi diferente com o ramo de produção de alimentos, que sempre foi considerado um meio bastante delicado. Por isso se fez necessário um questionamento; Qual é o novo perfil dos trabalhadores da área de Confeitaria?

“Considerando a tecnologia como uma das principais ferramentas de auxílio na minha profissão, eu acredito que a internet é uma grande aliada no novo perfil do microempreendedor da área de confeitaria. Há tempos atrás era bastante difícil conseguir alcançar um público alvo. Levando em consideração o fato de que existiam inúmeras barreiras entre o fornecedor e o cliente, já hoje em dia existe uma grande facilidade em manter contato com interessados fazer novos clientes. Isso também é consequência da adaptação do microempreendedor aos meios tecnológicos, como forma de se manter atualizado, gosto de me manter por dentro das novidades do meio para não ficar para trás. Posso garantir que minha clientela principal se deve a divulgação que faço juntamente ao meu marido nas redes sociais, a grande maioria dos meus clientes chegam através dessas publicações."
Jessica Santana, 29 anos, Confeiteira/microempreendedora

terça-feira, 1 de maio de 2018


Qual novo perfil do profissional da área de veterinária?

É um profissional que visa além de tudo o bem estar animal. Anteriormente os veterinários cuidavam da saúde dos animais pensando no cuidado apenas com o ser humano, daquela doença tratada ser uma zoonose por exemplo e afetar a população. Hoje isso tem mudado, onde até mesmo os animais de produção ( que produzem leite, carne , lã, etc ) são tratados diferentes com mais cuidado e atenção aquela vida. Falando de pets, o cuidado com os animais era no máximo a aplicação de vacinas, podemos observar que agora o veterinário vem se qualificando, porque o animal se tornou membro da família que quer o melhor tratamento. Existem hoje profissionais especializados em áreas diversas dentro da medicina veterinária, e os animais são acompanhados por esses especialistas. Diferente de alguns anos atrás, onde a maioria dos veterinários eram clínico geral, uma espécie de faz tudo, onde fazia desde o atendimento básico até cirurgias. Atualmente contamos com cardiologista, oncologista, médicos intensivistas  e uma gama enorme de especificidades.  Por exemplo uma área que vem crescendo muito é a medicina veterinária legal, onde fazemos necropsia , para saber a causa da morte de animais especialmente aqueles com alto valor zootécnico, tem crescido o número de veterinários nutrólogo, já que o tutor que cuida da sua saúde reflete seus hábitos nos animais.

Andrea Bispo, 34 anos estudante de Medicina veterinária.